quarta-feira, 9 de setembro de 2020

CARNE BOVINA E ARROZ AUMENTAM DE PREÇO NA PANDEMIA E MUDA HÁBITO DE CONSUMO


CARNE BOVINA AUMENTA NA PANDEMIA E MUDA HÁBITO DE CONSUMO

O aumento no preço da carne bovina tem impactado mais do que o bolso dos consumidores. Hábitos alimentares e até momentos de lazer em família também foram alterados. Mesmo quem está em isolamento com a família em casa por causa da Covid-19, teve que deixar de lado o churrasco por causa do preço de carne. 
No município de Macaúbas os preços estão absurdos com o patinho sendo vendido a 30,00 a paleta 27,00 e o filé já está passando dos R$ 32,00 reais.

A opção é consumir mais outros tipos de carnes. “Minha preferência é a carne vermelha, mas tenho comprado mais a suína, linguiça e o frango porque são mais baratas nos mercados”.

Antes da pandemia de Covid-10, os cortes eram encontrados bem mais em conta. “O que tenho feito é comprar carnes mais baratas, como músculo, língua, costela... Ao invés de bifes de contra file, compro língua ou costela. Prefiro assim do que diminuir porção”, conta a Professora Avani Sales que assume consumir carnes diariamente nas principais refeições.


A carne suína também tem sido uma opção ao consumir, uma vez que é possível bem mais barato. Já o frango tem valores ainda mais em conta e um pacote de 1 quilo de coxa sai em média por R$ 8.

“Não comprava tanto outras carnes, prefiro a bovina mesmo pelo sabor, mas isso tem mudado”.

CHURRASCO EM MACAÚBAS

Os Macaubenses que tinham o hábito de reunir amigos e familiares para o churrasco todo final de semana. “Mesmo quem mora com a família parou de fazer churrasco, parte é por causa do isolamento social, mas esse aumento dos preços tornou inviável, aí a opção é fazer outra comida mesmo”.


POUCA OFERTA NO MERCADO INTERNO 

Segundo o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os abates de bovinos no estado voltaram a aumentar em junho, com alta mensal de 8%. Mas com plantas paradas devido a casos de infecção entre funcionários de frigoríficos, reduziu a quantidade de produto no mercado interno, o que pode explicar o aumento de preços.

Por outro lado, as exportações cresceram 621,3% até maio desse ano. O Estado é o maior produtor de carne bovina do país, mas a produção tem como destino a exportação. Até maio desse ano, MT exportou 16,5 mil toneladas de carne bovina para a China, resultando num faturamento de U$ 79,7 milhões.


Em Macaúbas o aumento não é culpa dos açougueiros, eles são lutadores e guerreiros mas, dos produtores que elevaram o preço dos bois.


ARROZ ESTA EM ALTA E PREÇO DEVE CONTINUAR AUMENTANDO



preço do arroz disparou nos supermercados brasileiros nas últimas semanas. Um pacote de 5 kg, normalmente vendido a cerca de R$ 15, chega a custar R$ 40 na gôndola. Levantamento feito pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a alta do arroz chega a 100% em 12 meses. E não há alívio no bolso no horizonte. Produtores e especialistas dizem que os preços devem continuar subindo nos próximos meses.

Segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados), os aumentos são "provenientes dos fornecedores de alimentos, que são provenientes de variáveis mercadológicas como maior exportação, câmbio e quebra de produção". A Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz) informou que o produto comprado dos produtores pelas indústrias ficou 30% mais caro só em agosto.

Assim como outros produtos da cesta básica, como óleo de soja e feijão, a alta do arroz está ligada à valorização do dólar, que torna as exportações mais lucrativas aos produtores.

PLANTIO DE ARROZ NO CRATO

Além disso, a safra de arroz neste ano caiu, ao mesmo tempo em que a demanda interna pelo produto cresceu durante a pandemia do novo coronavírus. "Com o isolamento, as famílias passaram a consumir mais cereal, num ano de menor oferta, então o preço foi subindo", afirma Ivo Mello, diretor do IRGA (Instituto Rio-grandense do Arroz).
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje que o governo estuda medidas, por meios dos ministério da Economia e da Agricultura, para dar uma resposta à disparada nos preços de alimentos nos mercados, mas descartou qualquer tipo de tabelamento e reiterou que tem feito um apelo aos empresários do setor para que diminuam a margem de lucro.



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