quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

COVID-19: BRASIL BATE RECORDE DE CONTAMINADOS E SE APROXIMA DOS DUZENTOS MIL MORTOS, SAIBA COMO SE PROTEGER DO VÍRUS


São mais de 182 mil mortes por COVID-19 desde o início da pandemia. Taxa de contágio mostra que a curva voltou a crescer no país

Com o relaxamento das medidas restritivas e a alta de casos pelo novo coronavírus nas últimas semanas, o Brasil voltou a atingir nesta terça-feira 15.dez.2020 o patamar de 960 mortes pela covid-19. De acordo com o balanço do Ministério da Saúde, mais 964 pessoas morreram em decorrência da doença. O país não atingia essa marca de atualização diária desde 30 de setembro, quando registrou 1.031 óbitos. Além disso, a pasta confirmou mais 42.889 novas infecções pelo novo coronavírus.

A atualização feita pelo Ministério da Saúde coloca o país próximo da marca de sete milhões de diagnósticos positivos. À frente do Brasil estão os Estados Unidos, que já somam mais de 16 milhões de casos; e a Índia, com aproximadamente 10 milhões de testes positivos.

O Brasil deve ultrapassar a barreira de sete milhões de casos na próxima quarta-feira (16/12), segundo o Portal Covid-19 Brasil, iniciativa formada por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de São Paulo (USP).

Como se proteger da COVID-19, vídeo do Macaubense Alex Pinto

CONTÁGIO

Outro indicador que ajuda a entender o contágio do novo coronavírus continua em alta no Brasil. De acordo com o novo levantamento do Imperial College de Londres, a taxa de transmissão (Rt) está em 1,13, ou seja, um grupo de 100 doentes é capaz de infectar outras 113 pessoas saudáveis. Após voltar aos níveis de descontrole, o índice tem oscilado nas últimas semanas. Com o fechamento da semana 49, a Rt foi de 1,14. Na semana anterior estava em 1,02.

Com o novo repique de casos e mortes registrados desde novembro, o Brasil volta a ter a situação considerada como de crescimento pela análise do Imperial College. No mapa dos 72 países verificados pela instituição, o Brasil enfrenta a 20ª situação mais grave. Dos países latino-americanos, somente Guatemala, Panamá e Venezuela têm taxas mais altas do que a brasileira, com Rt em 1,57; 1,21; e 1,21, respectivamente.

A taxa de transmissão é um dos indicadores que ajuda no controle da epidemia. Mas, para se manter baixa, precisa estar alinhada com outros elementos, como números de novos casos e óbitos, taxa de ocupação de leitos, e dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).


As altas taxas de contágio acompanham o crescimento de novos casos e mortes por COVID-19 que foram registrados no fechamento da semana 50. Houve um aumento de mais de 5,6 % nas infecções em relação à semana epidemiológica 46, passando de 286.905 novos registros semanais para 302.950.

O incremento das fatalidades foi de 10,5%, quando o acúmulo de mortes em sete dias variou de 4.067 para 4.495. Na última semana de outubro, quando o ritmo era de queda, os acúmulos semanais giravam em torno de 155 mil novos casos e 3 mil mortes, o que escancara o novo ritmo de incrementos.


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