quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

AUMENTO DOS PREÇOS EM 2021

Alimentação e bebidas subiram em média 1,02% em janeiro, uma variação abaixo da registrada em dezembro, mas ainda assim o grupo teve o maior peso na inflação do mês. ... Em 12 meses, a cebola subiu 43,3%, enquanto a batata inglesa ficou 67% mais cara e o tomate, 40,90%.

O preço dos alimentos não dá trégua. Alimentação e bebidas subiram em média 1,02% em janeiro, uma variação abaixo da registrada em dezembro, mas ainda assim o grupo teve o maior peso na inflação do mês.

E, em alguns itens, a alta acelerou. Foi o caso da batata, que saiu de uma variação de 7,29% em dezembro para 10,84% agora. Cebola e tomate, cujos preços caíram no fim do ano, tiveram forte alta em janeiro.

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Em 12 meses, a cebola subiu 43,3%, enquanto a batata inglesa ficou 67% mais cara e o tomate, 40,90%. São itens que pesam no bolso do consumidor, sobretudo de baixa renda, e aumentam a sensação de inflação, já que fazem parte das compras recorrentes de todas as famílias.

A pressão dos alimentos ocorre justamente num momento de queda na renda do brasileiro, com o fim do pagamento do auxílio emergencial. Em janeiro, as vendas dos supermercados já sentiram impacto do término do benefício pago pelo governo.

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Por outro lado, alguns alimentos registram forte queda nos últimos 12 meses. É o caso do leite longa vida, com recuo de 25,69% no preço, e do óleo de soja, com menos 96,20%.

Preço da carne recua com fim do auxílio

Em janeiro, as carnes, que vinham subindo ao longo de 2020, recuaram 0,08%. Na avaliação do gerente da pesquisa de preços do IBGE, Pedro Kislanov, isso pode ser reflexo do fim do pagamento do auxílio emergencial, ou seja, os mais pobres estariam reduzindo o consumo de carne, um item mais caro entre os alimentos.

— O auxílio emergencial ajudou a sustentar uma alta dos produtos alimentícios ao longo do ano passado. Essa deflação das carnes em janeiro pode ter relação com o benefício, mas podem ter outras influências do próprio mercado que a gente precisa aguardar para analisar melhor — afirma Kislanov.

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