domingo, 28 de março de 2021

COVID-19 TIRA A VIDA DE DOIS MACAUBENSES DO DISTRITO DE CANATIBA QUE RESIDIAM EM RIACHO DE SANTANA, PAI E FILHA PERDERAM A GUERRA EM APENAS 10 DIAS

“Muito sofrimento nesse momento pela perda e por não podermos dar o último adeus a pessoas tão queridas nossos primos (Rochinha e Nilma). Uma sensação de desespero. Perdas irreparáveis, que jamais serão superadas. “Leolina Azevedo”

Hoje eu apenas queria fechar os olhos e acordar amanhã com alguém me dizendo que a partida repentina de Rochinha e Nilma não passou de um terrível pesadelo. “Jovane Sales”

Dizemos adeus a duas pessoas maravilhosas que encheram nossas vidas de magia e alegria. Suas marcas jamais serão apagadas, passe o tempo que passar, e a saudades para sempre farão parte das nossas vidas. São despedidas tristes, mas também um momento para recordarmos com amor de pessoas especiais que já não estão entre nós. “Avani Sales” 

Um dia a saudade deixa de ser dor, vira história pra contar e guardar pra sempre. Algumas pessoas são sim eternas e nossas saudades tambem. "Nilza Rocha"

 

A vida é feita de encontros e desencontros, de chegadas e partidas, e na vida vamos enfrentar muitas despedidas. Por mais que doa dizer adeus, é preciso saber que a morte um dia chega para todos.

E quanto mais nos tornamos conscientes da morte, mais devemos saber viver a vida, e saber superar as dores do adeus para seguir em frente. Da morte ninguém pode fugir, mas a vida sempre continua para alguém.

Viver é um mistério que se revela aos poucos, e a morte é o grande mistério que só se revela com o fim da vida. Cabe a quem fica após a morte de um ente amado ou amigo querido, resignar-se diante daquilo que é inevitável para todos. Resta-nos rezar e pedir paz para quem fica e para quem vai.

Hoje dizemos adeus, amanhã outros se despedirão de nós. Façamos o nosso tempo de vida valer a pena! Que mesmo com as nossas dores, saudades e tristezas, possamos ser felizes, ser fortes e adquirir sabedoria.

Há muitos sonhos a serem realizados, há muitos caminhos a trilhar. Podemos dizer adeus, mas carregar para sempre em nossos corações o amor daqueles que conosco viveram.

Dizer adeus é trocar as expectativas e as possibilidades do futuro pelo passado. É perder o presente e o futuro, e ficar com a história e memória de quem partiu. É perder a presença e ficar com a ausência e a saudade.

Por isso é tão difícil dizer adeus. Mas é preciso transformar a memória e a saudade em um sentimento vivo e sereno, e não triste e pesado. Viver em estado de dor, não traz ninguém de volta à vida. Saibamos viver o luto, mas também a hora de voltar a lutar pela vida.

É praticamente unanimidade que a dor da perda é sempre grande, mas em tempos de CORONAVÍRUS se agiganta e pode tomar proporções inimagináveis. Corpos estão sendo enterrados em caixões lacrados. As pessoas não estão podendo se despedir de quem morre. Entre parentes e amigos das vítimas falta aquele abraço apertado que ajuda a consolar o pesar. 

Além da dor da falta de despedida em tempos de isolamento social a pandemia do novo Coronavírus também interferiu no processo de luto. Sem os ritos fúnebres, cabe a cada pessoa lidar sozinha com a perda e enterrar seus entes queridos.

A COVID-19 é real e já tirou a vida de mais de 310.000 mil Brasileiros, vamos nos cuidar e seguir a recomendações das Secretarias de Saúde.


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