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PRESSÃO ALTA: NOVA DIRETRIZ DEFINIU QUE VALOR 12.8 PASSA A SER CONSIDERADA PRÉ-HIPERTENSÃO, QUE DEMANDA MEDIDAS COMO MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA

by - setembro 24, 2025


Novas diretrizes brasileiras sobre hipertensão arterial divulgadas nesta semana passaram a estabelecer que a pressão a partir de 12 por 8 (120 mmHg sistólica e/ou 80 mmHg diastólica) passa a ser considerada um caso de “pré-hipertensão”. Antes, a faixa era considerada de um valor normal.

A mudança acompanha atualizações feitas pelas sociedades europeias e americanas, que também criaram uma classificação de “pressão elevada” antes da hipertensão propriamente dita, que continua definida como uma pressão a partir de 14 por 9 (140 mmHg sistólica e/ou 90 mmHg diastólica).

A cardiologista Andréa Brandão, coordenadora da diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que a novidade reflete evidências científicas mais recentes que mostraram um aumento da pressão, ainda que insuficiente para ser diagnosticado como hipertensão, já é associado a maiores riscos à saúde e pode se beneficiar de um tratamento:

— Estudos têm demonstrado que as pessoas na pré-hipertensão já têm maior risco de desenvolver hipertensão e outras complicações cardiovasculares do que aqueles que têm a pressão menor que 12 por 8. Então é uma faixa em que temos um potencial de prevenção de doenças cardiovasculares muito grande, vale a pena investirmos nela. As medidas não medicamentosas devem ser aplicadas de forma muito rigorosa nessa etapa.

Por isso, as diretrizes definem que sim, se a sua pressão está em 12 por 8 já é necessário aderir ao tratamento chamado de não medicamentoso. Ele envolve uma série de mudanças de hábitos de vida, que podem diminuir a pressão e evitar uma piora do quadro.

SÃO ELAS:

Manter o peso adequado: IMC deve ficar abaixo de 25 kg/m² em adultos e de 27 kg/m² em idosos;

Intervenções dietéticas: Reduzir ingestão de sódio, a menos de 2g/dia (equivalente a menos de 5g/dia de sal) e aumentar consumo de potássio, para 3,5g/ dia ou mais. Priorizar hábitos da dieta DASH;

Atividade física: Deixar o sedentarismo e realizar ao menos 150 minutos por semana de exercício aeróbico moderado, 75 minutos por semana de aeróbico vigoroso ou uma combinação equivalente. Aliar a treinamento de resistência (musculação);

Reduzir álcool: Limitar ingestão de álcool a 2 doses ou menos por dia no caso dos homens, e até 1 dose por dia no das mulheres. A dose equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou um shot de destilado;

Deixar o tabagismo: Parar de fumar, tanto cigarros convencionais, como outros modelos a exemplo de cigarros eletrônicos e narguilés;

Controlar o estresse: Adotar técnicas de controle do estresse, como meditação, respiração lenta e práticas de espiritualidade e religiosidade.

Já se o paciente pré-hipertenso estiver com a pressão acima de 13 por 8, tiver alto risco cardiovascular e não conseguir controlá-la com três meses de mudanças nos hábitos, os remédios passam a ser indicados.

— As principais intervenções para fazer com que a pressão fique controlada são sempre inicialmente não medicamentosas. Mudanças de estilo de vida são muito eficazes para diminuir a pressão. Mas dependendo do perfil de risco global da pessoa, como presença de outras comorbidades, caso de diabetes, por exemplo, também podemos adicionar alguma medicação — explica Pedro Lemos, cardiologista do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.

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