As recentes alterações no trânsito de Macaúbas, desencadeadas após a mudança de local da Feira Livre Municipal, vêm gerando debates intensos entre comerciantes, feirantes, motoristas e a população em geral. As medidas, implementadas pela gestão municipal, têm como objetivo a reorganização do tráfego e a melhoria da mobilidade urbana. Contudo, a forma como foram conduzidas tem levantado críticas por parte de diversos setores da sociedade.
A nova Feira Livre foi inaugurada em junho deste ano, após anos de expectativa.
Embora tenha oferecido um espaço mais amplo e moderno para os feirantes, muitas
pessoas tem relatado que a inauguração foi feita de maneira acelerada, com
pendências estruturais e pouca escuta prévia dos envolvidos.
Com a transferência da feira, a Prefeitura promoveu alterações no trânsito
local: instalação de novas placas de sinalização, reorganização de pontos de
carga e descarga, alteração no fluxo de ônibus da zona rural, entre outros
ajustes. Porém, comerciantes afirmam que as medidas foram adotadas sem a
apresentação de um projeto urbanístico formal e sem consulta pública.
Impactos no comércio
Comerciantes das proximidades da antiga feira, como na Avenida Manoel Messias
de Figueiredo, relataram queda no movimento e nas vendas. Antes, muitos
clientes vindos da zona rural desciam dos ônibus diretamente naquela região e
compravam nas lojas. Agora, com a centralização da feira em novo ponto, o fluxo
de consumidores foi desviado.
Outra queixa recorrente é sobre a aplicação de multas e fiscalizações
intensificadas, mesmo sem um período de adaptação. Placas de proibição de
estacionamento foram instaladas de forma repentina em áreas com forte atividade
comercial, o que causou estranheza e descontentamento.
A mobilização da ACIMAC
Em resposta à situação, a ACIMAC (Associação Comercial e Industrial de
Macaúbas) convocou uma série de reuniões com empresários locais. Entre as
principais ações já realizadas:
• Reunião com o Secretário e Diretoria (03/07)
• Encontro com o Prefeito, PM e empresários (18/07)
• Participação em sessão na Câmara de Vereadores (31/07)
• Reunião com consultoria técnica para elaboração de propostas (04/08)
• Encontro com associados (05/08)
Com base nessas escutas, a entidade elaborou um documento com sugestões,
entre elas:
• Suspensão das medidas atuais até apresentação de projeto técnico;
• Participação da classe empresarial na construção do plano de mobilidade;
• Instalação de estacionamento rotativo;
• Definição clara dos pontos de carga e descarga;
• Organização e sinalização adequada nas ruas;
• Presença da Guarda Municipal para apoio no trânsito.
Reflexão e próximos passos
Uma audiência pública para discutir democraticamente as medidas em vigor não
pode ser descartada. Para a entidade, as mudanças são necessárias, mas precisam
ser feitas com diálogo, planejamento e respeito à economia local.
A população pede apenas uma coisa: ser ouvida. Afinal, o futuro urbano de
Macaúbas depende de decisões coletivas, com responsabilidade técnica e
sensibilidade social.
FONTE: Radio 103.9
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