sábado, 26 de setembro de 2020

COVID-19: QUEM SÃO AS DUAS NOVAS VITIMAS DA SEGUNDA ONDA EM MACAÚBAS, COMO ADQUIRIRAM E COMO ESTA A SAÚDE

 

Para começar a contar precisamos lembrar a nossa história contada no último dia 24 de setembro, vocês se lembram que na história tinha duas personagens a quem chamei (mulher 3 e mulher 4), que não conhece a história acesse o blog no link abaixo, temos até um vídeo gravado por uma das contaminadas Valdirene:


http://www.blogjovanesales.com.br/2020/09/covid-19-em-macaubas-onde-comecou.html


Continuando... recebi uma ligação ontem 25/09/2020 da (mulher 3) ela estava muito triste e chorosa, disse que nunca se sentiu tão ruim, que a doença é horrível, as duas doenças a da COVID-19 e a da discriminação, que ela não queria pegar a doença, que se descuidou como todos estão fazendo, pois, acreditava que jamais iria ser contaminada, que resolveu gravar um vídeo contando como ela e sua companheira pegaram e também para dizer o que sentiram, como as duas doenças são ruins, COVID-19 e DISCRIMINAÇÃO, um ponto muito interessante, que a (mulher 3) me relatou, que assim que ela e sua companheira sentiram dor de cabeça, febre e diarreia se isolaram e de imediato ligaram para Valdirene que disse que estava sentindo os mesmos sintomas, Valdirene de imediato procurou um médico que a recebeu muito bem e encaminhou-a para fazer o teste que confirmou a contaminação pela COVID-19, nesse momento como relata Valdirene o chão se abriu e ela queria se esconder dentro mas, lembrou-se das amigas (mulheres 3 e 4) e das pessoas que ela teve contato, preferiu ao invés de cair no buraco e se esconder ergue-se e como prova de amizade e coragem ligou para todas as pessoas que tiveram contato com ela, relatou o que estava acontecendo, o médico prescreveu os medicamentos que foram fornecidos pela Secretaria de Saúde, entrou em isolamento domiciliar por não ser grave e recebe ligação 4 vezes por dia da Coordenação do Monitoramento para saber como esta se sentindo, também gravou um vídeo para esclarecer, que legal, deu provas de uma grande amizade e consideração pela população Macaubense. 

A (mulher 3) me ligou ontem 25/09/2020 me dizendo que iria gravar um vídeo até o dia 29/09 para contar como tudo aconteceu, sabe que vai se expor também mas, prefere isso, que vai se sentir melhor mostrando o seu rosto e contando o que aconteceu para assim poder ajudar outras pessoas, que ela tem consciência que não sabia que estava doente, que quem vai julga-la é Deus, em quem ela acredita muito e quem esta dando força a ela e sua companheira.

Gostaria de parabenizar à todos que estão tendo coragem de se expor para poder ajudar o seu semelhante, essas pessoas precisam serem elogiadas não discriminadas, precisam do nosso apoio, posso afirmar as “AS PESSOAS QUE SE CURAREM DA COVID-19, NÃO PODEM CONTAMINAR MAIS NINGUEM”, assim que o médico der alta, elas podem sair de casa normalmente, podem levar uma vida normal, claro que, assim que como as outras pessoas precisam seguir as orientações da Secretaria da Saúde ou podem se contaminar novamente, quem teve, pode ter de novo, isso já foi comprovado.

VÍDEO SOBRE DISCRIMINAÇÃO 

Gostaria de parabenizar à todos que estão tendo coragem de se expor para poder ajudar o seu semelhante, essas pessoas precisam serem elogiadas não discriminadas, precisam do nosso apoio.


MEDO DO DESCONHECIDO


Para a COVID-19, a OMS lançou em março, um guia contra o estigma social. Nele, a OMS pontua que a COVID-19 é uma enfermidade nova e, em grande parte, desconhecida; frequentemente, a sociedade tem medo do desconhecido; e é fácil associar o medo com, o outro; É compreensível que haja confusão, ansiedade e medo entre o público em geral. Infelizmente, esses fatores também estão alimentando estereótipos prejudiciais, descreve o documento.

Na avaliação do psicólogo e logoterapeuta Sam Cyrous, é na sensação de medo que está a raiz do comportamento. Quando não compreendemos algo, temos medo e, na natureza humana, a gente vê isso repetidas vezes. Os desafios que a COVID traz são vários. Os cientistas estão aprendendo. As falas, como as da própria OMS, nem sempre são compreendidas corretamente, e a população observa tudo isso.

O vírus é invisível. Graças a Deus, não tem uma estrela de Davi para colocar nas pessoas, como a Alemanha nazista fazia. Ele ataca qualquer um, a qualquer momento, de qualquer forma. O que chega a ser irônico, porque o novo coronavírus está nos ensinando que todos somos iguais. O vírus comprova que não há melhores ou piores, mas nós, seres humanos, por causa desse medo, reagimos de forma equivocada;, contextualiza.


Ao temer o desconhecido, nós colocamo-nos diante do estigma, da manifestação brutal contra uma pessoa recuperada da doença. Contudo, o psicólogo pondera que essa é uma situação conhecida, por exemplo, por diferentes gerações da população negra, desde que foi trazida para o Brasil. Espero que a gente aprenda e rejeite esse comportamento de que é permitido estigmatizar. Na verdade, é um ato de coragem aceitar outra pessoa que é diferente de mim. Nós, seres humanos, temos a capacidade de pensar sobre as coisas e fazer deste momento um período de solidariedade, de aceitação, de cuidado, de acolhimento ao próximo. É importante perceber que a pessoa tem uma vida antes daquele encontro com o meu preconceito, com o meu medo, avalia.

Para o profissional, todos temos nossas cautelas, mas não podemos deixar que elas nos controlem. Isso pode provocar situações adversas, como quem tem a doença não procurar ajuda ou quem não tem, mas apresenta algum sintoma parecido, ganhar um olhar torto na rua.



SOBRECARGA PSICOLÓGICA


Como se o resultado positivo para o exame já não envolvesse incertezas e angústias suficientes, o paciente ainda precisa enfrentar os olhares e tratamentos sociais atravessados. Assintomática, a relações-públicas Camila Rocha, 39, fez o teste no começo de junho, porque tinha marcado, mas não chegou a ter contato com pessoas contaminadas. Na hora em que peguei o resultado, quase caí da cadeira. Nunca na minha cabeça pensei que daria positivo. Postei no grupo da família e minha mãe logo falou: não conta para ninguém, o que as pessoas vão achar? O que vão pensar? relembra.

Mesmo saudável, com um bom histórico, sem comorbidades, Camila pensou no pior. Cheguei a telefonar para uma amiga médica e perguntar se tinha leito no hospital. A gente vê muita coisa ruim. E realmente tem. Então, mexe muito com o psicológico, detalha. Durante o período de tratamento e de isolamento, a relações-públicas vivenciou constrangimentos e situações desagradáveis por conta do diagnóstico. É muito triste, descreve.


A impressão de Camila é que a sociedade passa a lhe vigiar, e você precisa prestar contas de tudo. Agora, mesmo recuperada, as preocupações não terminam. Não sei se vou me contaminar de novo. Vai que, quando tem de novo, o contágio é pior? Enquanto não tiver nada para tratar, é óbvio que dá medo.  A sensação é compartilhada por Mariene, cujos últimos exames deram negativo: Tenho muito medo mesmo. De pegar, de passar para os meus filhos. Limpo a casa com água sanitária, borrifamos álcool no ar, como se fosse um spray, limpamos as superfícies de três a quatro vezes.

O clínico-geral e coordenador do pronto-socorro do Hospital Santa Lúcia, Luciano Lourenço, explica que a literatura mostra dois quadros diferentes de comportamento do novo coronavírus em relação ao ciclo de vida. Pacientes que tiveram casos leves, que trataram sintomas leves, que não precisaram de internação hospitalar. Catorze dias após o início dos sintomas, esse indivíduo não tem mais carga viral capaz de contaminar outra pessoa. Há, também, os pacientes com quadro grave, que precisaram de internação hospitalar, por vezes, de ventilação ou intubação. Esses, a gente precisa de, pelo menos, 21 dias para que não seja mais capaz de infectar outro indivíduo, detalha.

Tanto Lourenço quanto o psicólogo Cyrous elencam a informação correta como ferramenta fundamental contra o preconceito. O que um paciente que foi infectado com uma carga grave mais precisa, depois de 21 dias de tratamento, é de carinho e de atenção. Além de não transmitir mais, ele não se infecta mais. Ele pode voltar às suas atividades de forma muito tranquila. Esse pânico que uma grande epidemia causa tem que ser desmanchado com informações corretas;, conclui o médico.

Podemos ressaltar novamente, quando a pessoa contaminada se curar ela NÃO TRANSMITE para mais ninguém, só se contaminar novamente. 

 

NA PRÓXIMA SEMANA PUBLICAREMOS O VÍDEO DAS MULHERES 3 E 4 PARABÉNS PELA CORAGEM.

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