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ELEIÇÕES SÃO PAULO: PESQUISA DIVERGE NAS ELEIÇÕES DO ESTADO E NO BRASIL TAMBÉM, QUEM GANHARÁ BOLSONARO OU LULA?

by - setembro 09, 2022

Consórcio’ de pesquisas já diverge em São Paulo

Em apenas dois dias, Ipec (ex-Ibope) e Quaest deram resultados tão distintos no Estado de SP que geraram desconfiança no meio dos pesquiseiros. Fotos: Flickr

Afinado em resultados sempre muito generosos com candidaturas do PT, uma confirmando a outra, o chamado “consórcio de institutos de pesquisas” começa a dar sinais de falta de consenso. Em apenas dois dias, Ipec (ex-Ibope) e Quaest apresentaram resultados tão distintos em pesquisas de intenção de voto para presidente, no Estado de São Paulo, que viraram motivo de desconfiança no meio dos pesquiseiros.

Dois dias os separam

Enquanto na terça (6), o Ipec divulgava Lula na liderança, com 44% a 28%, na quinta (8), o Quaest cravou Bolsonaro na frente: 37% a 36%.

Muito esquisito

Curiosamente, ambas juram “índice de confiança de 95%”. O Ipec ouviu 1.504 eleitores em São Paulo, enquanto o Quaest entrevistou 2 mil.

Atenção aos detalhes

Aos que alimentam suspeitas de pesquisas supostamente anabolizadas, especialistas recomendam ler as “letras miúdas” da amostragem.

Credibilidade

Três semanas antes, o Paraná Pesquisas, que não faz parte do tal “consórcio”, apontou Bolsonaro na liderança em São Paulo: 40,3 a 35,5%.

A divulgação de pesquisas de intenção de voto se intensifica em anos eleitorais. Só em 2022 foram registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 1.562 pesquisas até a quinta-feira 28.08.2022, o que dá mais de sete por dia.

Os métodos usados pelos institutos são variados. Os levantamentos podem ser feitos presencialmente, por telefone e até pela internet, utilizando amostras e questionários diferentes. Mas por que acontece isso? A CNN conversou com cientistas políticos para entender o motivo dessa diferença.

O presidente do Conselho Científico do Ipespe, Antonio Lavareda, trouxe uma hipótese: “Os eleitores, sobretudo eleitores pobres, em lugares em que o Lula é amplamente predominantes, são entrevistados em redes de fluxo ou nas residências, cercados de outros eleitores igualmente pobres. Alguns se ocultam ou se sentem constrangidos de apontar voto em Bolsonaro”, disse.

Pensando nisso, a CNN mantém um agregador de pesquisas em parceria com o Instituto Locomotiva. Ele reúne as principais pesquisas eleitorais.

O presidente do Locomotiva, Renato Meirelles, explicou a iniciativa: “Nós olhamos os métodos de pesquisa, se foram pesquisas online, por telefone ou presenciais, calculamos a margem de erro e, com isso, conseguimos dar o peso real para cada pesquisa”.

Em um cenário tido como polarizado entre Lula e Bolsonaro, outra questão é sobre como essas pesquisas podem elevar a instabilidade política.

O diretor-executivo da Eurasia Group, empresa de consultoria e pesquisa de risco político, Cristopher Garman, analisou: “O resultado das pesquisas acaba exacerbando um risco de uma eleição contestada”.

Já o cientista político Andrei Roman não acredita que os resultados possam acirrar os ânimos: “A polarização política não é um fato novo. O Brasil teve, nos últimos anos, um aumento dessa polarização, mas as instituições vêm se mostrando bastante resilientes em função dos desafios que estamos presenciando”.

Tem quem diga que ela é um retrato do momento. Há quem não acredite nelas.

Certo mesmo é que as pesquisas eleitorais causam alvoroço no meio político sempre que são divulgadas.

Os inúmeros institutos de levantamento de intenções de voto Brasil afora têm métodos variados para medir a preferência do eleitorado, o que pode ser alvo de críticas ou elogios.

Mas é fato que sempre que puder, os candidatos dão um jeitinho para se aproveitar dos números e puxar a sardinha para seu lado.

Na Bahia, as pesquisas influenciam no voto do eleitor?

Os candidatos se baseiam nos números para traçar estratégias?

O Terceiro Turno desta semana vai analisar a importância das pesquisas no cenário eleitoral baiano.

FONTE: Diario do Poder / Bahia Notícias

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